Litoralização e Bipolarização de Portugal

 



Portugal é um país claramente voltado para o litoral. À excepção do litoral Alentejano, é visível que existe uma grande concentração de população junto ao mar.

Para além dessa litoralização, é verificável a contínua bipolarização. Outro conceito muito relevante no contexto português. Porto e Lisboa assumem-se como dois grandes pólos que concentram quase metade da população portuguesa nas suas áreas metropolitanas.

Existem vários factores que dão uma explicação desse fenómeno. Quer de ordem física como o clima ou o relevo, mas também de ordem humana como o êxodo rural, a imigração e emigração, atividades económicas ou acessibilidades.

 

Vários problemas surgem quando o país é assim tão assimétrico no que diz respeito à distribuição das suas gentes pelas suas terras. A começar pela elevada pressão demográfica no litoral pode levar a problemas, como: O aumento dos níveis de poluição ambiental e de produção de resíduos urbanos; O aumento de doenças associadas ao
ritmo de vida urbano e ao stress; A ausência de espaços verdes; A elevada densidade de construção; O aumento dos bairros clandestinos; O aumento do desemprego; O aumento da pobreza e a diminuição
da qualidade de vida; A sobrelotação dos equipamentos e de infraestruturas;

O despovoamento no interior provoca problemas, tais como: O aumento da erosão dos solos e desertificação; A escassa oferta de bens e serviços; A degradação do património edificado; A escassez de mão-de-obra; O encerramento e/ou abandono de equipamentos e infraestruturas; desemprego O aumento do isolamento e solidão dos idosos.


Como podemos combater as assimetrias da fixação da população em Portugal? Quais as consequências trazidas pela “desertificação” do interior serão mais urgentes ? Que papel terá o planeamento do território nas grandes cidade?


Sérgio Carvalho.

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